Um cinema que desperta para a educação ambiental política e ideológica

Estamira, falecida em 2011 e personagem do premiado filme que leva seu nome, viveu mais de 20 anos no Aterro Sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. Sua vida projetada nas telas, não espelha somente as dificuldades frente ao distúrbio mental, mas acima de tudo a visão lúcida de quem entende a natureza como um sistema de fenômenos interligados. “Toda coisa que enche transborda, a natureza controla tudo”, dispara a personagem logo no início sobre o excesso de resíduos descartados no lixão carioca.

Esse e outros filmes de caráter socioambiental estão sendo exibidos no Espaço Ecocine do VII Fórum de Educação Ambiental, com apoio do Instituto 5 Elementos, que há anos realiza o Cineclube Socioambiental em São Paulo e enxerga o cinema como um meio de educação sensível dos indivíduos.

Hoje, 30 de março, foi a vez do público assistir Estamira, do diretor Marcos Prado, e Boca do Lixo, de  Flavio Frederico, que retrata a atmosfera do lixão Itaoca, onde várias famílias ainda sobrevivem retirando dos resíduos sólidos sua fonte de sobrevivência em meio à precariedade local. “O catador vive na exclusão, mas deve se incluir socialmente, o que dizem que é lixo para nós é trabalho e recurso de cidadania”, colocou o catador Anderson da Conceição, que também atuou no Jardim Gramacho, no debate após o filme.

Cerca de 70 pessoas passam por cada sessão do Ecocine, que conta ainda com a projeção de “Energia na Encruzilhada”, de Christofer Falchere, filmes do Circuito Tela Verde do Ministério do Meio Ambiente, a “Mostra ambiental na escola – Que ambiente temos? Que ambiente queremos ter?” e o documentário “Em busca da terra sem veneno”, todos nesse dia 30 de março.




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