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Parceiros do Projeto Consumo Sustentável e Ação Visitam Empresas de Compostagem

publicado em: 30/09/2014

O Instituto 5 Elementos e a RedeResíduo organizaram, no dia 29 de agosto, a visita às empresas de compostagem na região Campinas. Os participantes conheceram de perto os processos industriais de compostagem realizados pelas empresas Tera Ambiental e AGRODKV. A visita técnica foi um dos desdobramentos do projeto Consumo Sustentável e Ação em Resíduos Sólidos na Subprefeitura Lapa para ampliar o conhecimento coletivo sobre a gestão dos resíduos orgânicos.

Diariamente, o município de São Paulo gera 6.300 toneladas de resíduos orgânicos, o equivalente a cerca de metade da composição de resíduos descartados pelas residências. Uma vez dispostos em aterros distantes da capital, são responsáveis pela geração de 14% dos Gases de Efeito Estufa emitidos pelo município.

Participantes conhecem as plantas de compostagem da Tera Ambiental

Segundo as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), apenas os rejeitos – tipos específicos de resíduos que não podem ser reciclados ou reaproveitados por processos tecnológicos economicamente viáveis – devem ter sua destinação final nos aterros sanitários. Sendo assim, é responsabilidade dos municípios implantar soluções de compostagem e biodigestão para tratar e recuperar os resíduos orgânicos.

Realizada pela Tera Ambiental e pela AGRODKV, a compostagem termofílica é um processo de reaproveitamento de resíduos úmidos desencadeado pela atividade de microrganismos que decompõem a matéria orgânica, gerando um composto rico em nutrientes que pode ser usado como adubo para as plantas. Os materiais são dispostos em sulcos no solo e em seguida são revolvidos por máquinas para que organismos aeróbios decomponham a matéria orgânica. A intensa atividade destes microrganismos gera altas temperaturas, o que elimina os agentes patógenos do composto.

Fertilizante orgânico produzido pela Tera Ambiental

Localizada no município de Jundiaí, a Tera Ambiental realiza o tratamento biológico de resíduos líquidos resultantes de processos industriais, denominados efluentes. O efluente tratado retorna à natureza e o lodo sanitário resultante do processo é destinado para a compostagem junto com outros resíduos orgânicos. Por mês, são produzidas entre 2000 e 3000 toneladas de composto que pode ser usado em plantações de citros, eucaliptos, cana-de-açúcar, flores, café, entre outras.

De acordo com Lívia Baldo, gerente comercial da Tera Ambiental, para ampliar as práticas de compostagem é necessário que a segregação de resíduos nas fontes de origem seja mais difundida. Outra dificuldade apontada por Lívia é a pouca disponibilidade de grandes áreas apropriadas para instalação de plantas de compostagem próximas aos núcleos urbanos.

“Foi bastante impressionante ver uma estação de tratamento de esgoto transformando resíduos da sua operação e outros que recebe em composto por meio de um processo relativamente simples, limpo e eficiente”, comentou Regiane Nigro, integrante do Instituto Kairós, após participar da visita.

A AGRODKV é uma empresa com sede em São Paulo e filial em Campinas que trabalha com tratamento de resíduos, compostagem e adubação orgânica. Os participantes visitaram a unidade de Campinas, que recebe resíduos orgânicos de grandes geradores. Estes materiais passam por um processo de triagem para retirar embalagens plásticas e depois são destinados à compostagem, pois infelizmente há muitos sacos plásticos junto com os resíduos úmidos. A empresa tem capacidade de processar até 400 toneladas de resíduos diariamente, e o processo de produção do adubo orgânico leva por volta de 60 dias.

Resíduos orgânicos encaminhados a AGRODKV

Para Mônica Borba, será necessário utilizar sacos biodegradáveis para armazenar os resíduos úmidos até as indústrias de compostagem, isso evitaria o trabalho de ter que ficar separando. A empresa OEKO já produz este tipo de saco plástico e tem uma ótima experiência em Florianópolis. Para conhecer mais visite: http://www.oeko.com.br

Além de diminuir o esgotamento de aterros sanitários, a compostagem reconhece o valor econômico e social do manejo de resíduos orgânicos, gerando trabalho, renda, preservação ambiental e apoiando o direito humano à alimentação adequada e saudável. “Precisamos apoiar e divulgar experiências inovadoras nas mais diversas escalas: da iniciativa individual, como são as composteiras doadas pela prefeitura da cidade, até a industrial. É essa diversidade que dá confiança de que há ainda um caminho para cidades mais saudáveis”, declarou Regiane.

 

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