Parelheiros amplia certificação de agricultores orgânicos e fortalece a Cooperapas no ano Internacional das Cooperativas

Ganha importância no mundo o modelo de negócios baseado no cooperativismo entre pessoas que possuem interesses comuns, com a ONU tendo declarado 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. E no contexto do projeto “Educação Ambiental para incentivar a Agricultura Orgânica nas APAs Bororé-Colônia e Capivari-Monos”, em execução pelo Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade e a Prefeitura de São Paulo por meio do FEMA – Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, os agricultores locais de Parelheiros vêm fortalecendo suas ações em torno da Cooperapas – Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Zona Sul de São Paulo.

Cooperapas, fundada em 2011, ganha novos integrantes e se fortalece no setor de agricultura orgânica

Eram 28 participantes da Cooperapas na sua fundação em 2011 e, esse ano, a cooperativa ganha cinco novos membros cujas propriedades cumprem os critérios da produção orgânica. Na Cooperapas, um grupo de agricultores formaram um sistema participativo de garantia (SPG), onde os próprios integrantes se fiscalizam para obter o selo de certificação orgânica. Esse grupo é composto atualmente por oito agricultores já certificados e por quatro novos membros que iniciaram o processo de certificação fortalecendo ainda mais a produção orgânica na região.

No contexto da região das APAS, esse tipo de agricultura afirma-se como caminho para a proteção dos ecossistemas locais e dos mananciais, que abastecem 30% da população paulistana. “Um importante objetivo do projeto é incentivar a integração dos 25 participantes à cooperativa, conforme conquistem a conversão para o novo sistema. Nesse sentido, iniciamos a etapa do controle financeiro da produção. Isto é tão importante quanto o manejo do solo e o plantio, pois permite o conhecimento das atividades da propriedade, sua vocação e o cálculo do ganho por cultivo”, explica Ceceo Chaves, coordenador do projeto no Instituto 5 Elementos.

Na última aula do Curso de Agricultura Orgânica e Biodinâmica, realizada em 9 de outubro, no Centro Paulus, em Parelheiros, os participantes aprenderam a usar o livro de controle da produção – contabilizando despesas, como adubo ou combustível, receitas da colheita e até as horas trabalhadas mês a mês -, o preparo e aplicação de caldas para controle de pragas e doenças, e orientação sobre os ritmos astronômicos e como utilizar o Calendário Astronômico Agrícola Biodinâmico.

Alunos do curso de Agricultura Orgânica aprendem a usar livros de controle de produção e Calendário Astronômico Agrícola

Orientações preciosas revelaram que o chá de cavalinha aplicado semanalmente nas culturas, por exemplo, mostra-se uma importante forma de se prevenir doenças fúngicas nas plantas ou que o preparado de chifre-esterco ativa a vida biológica do solo, após um tempo em que o esterco permanece enterrado dentro do chifre da vaca.

“O manejo biodinâmico leva em conta a conexão entre os elementos da terra e do cosmos, daí a importância do calendário agrícola e dos ritmos da lua influenciando desde a adubação até a colheita”, ensinou Julio Soraggi, professor do curso pela Associação Biodinâmica, revelando que até mesmo as regiões do zodíaco produzem condições favoráveis ao desenvolvimento dos órgãos das plantas. Quando a lua encontra-se em signos de terra, por exemplo, favorece as raízes ou em signos de fogo os frutos e as sementes.




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