O rio da Educação Ambiental e da Gestão das Águas se encontram no VII Fórum Brasileiro de EA

Mônica Pilz Borba (*)

Na manhã do dia 29 de março, no VII Fórum Brasileiro de EA em Salvador BA, aconteceu o Encontro de Educação Ambiental e a Politica Nacional de Recursos Hídricos com participação de 120 pessoas de todas as regiões do Brasil. No início da manhã, Franklin de Paula Junior, gerente de Políticas e Planejamento da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA – Ministério do Meio Ambiente, apresentou um panorama da política das águas e educação ambiental, divulgando a plataforma interativa www.comunidadedasaguas.ning.com para que todos os interessados possam participar da rede. Também liderou o encontro a técnica Andréa Carestiato Costa que atua no DEA – Departamento de Educação Ambiental do SAIC – Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA.

Na segunda parte do encontro, surgiram relatos de todas as partes do Brasil com foco nos desafios de aproximar a educação ambiental formal e não formal da gestão dos recursos hídricos. As recomendações gerais caminham no sentido da necessidade de que as CIEAS – Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental dos Estados, que tem como objetivo implantar as políticas públicas de EA, integremr o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, bem como seus Comitês de Bacias Hidrográficas – CBH. Outra conclusão é a necessidade de se construirem programas, planos e projetos de EA em espaços adequados como as Câmaras Técnicas de EA dos CBH, com a participação de diversas instituições e atores do governo e da sociedade civil. Os programas de EA nas Bacias Hidrográfias devem trazer os dados dos Planos de Bacias Hidrográficas de forma interativa e interessante, para que estas informações se tornem públicas e auxiliem nos processos participativos e de tomadas de decisão.

Para atuar em espaços de conflitos e de profusão de conhecimento, como são os comitês, é necessário ter uma visão crítica e pró-ativa. A gestão participativa exige uma nova forma de educação e, segundo relatos, o material educativo do MEC – Ministério da Educação o COM-VIDAS auxilia muito na formação de jovens emancipando-os para atuar neste processo. Também foram apontadas diversas outras metodologias tais como teatro, educomunicação, econovelas, sempre utilizando as linguagens regionais.

A necessidade de formação permanente de toda a sociedade em relação à temática da gestão das águas é uma demanda essencial neste processo e em algumas localidades, as universidades vêm colaborando com a formação de professores e técnicos, porém os tomadores de decisão parecem não estar atualizados em relação aos temas ambientais. Até os dias de hoje se investe em canalização de córregos nas cidades, os esgotos continuam indo para os rios e na Bahia há muitas pessoas sem água, pois no interior estão passando pela seca mais severa dos últimos 40 anos!

(*) Artigo elaborado por Mônica Pilz Borba, pedagoga, fundadora e coordenadora do Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade.




Rua Catão, 1173 – Lapa – São Paulo/SP | CEP:05049-000

55 11 3871-1944

comunicacao@5elementos.org.br

Copyright © 2019 5 Elementos - Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por: PWI WebStudio