Manifestações culturais brasileiras como ferramenta de sensibilização ambiental

A oficina “A prática cultural como prática educativa” realizada na tarde de 30 de março durante o VII Fórum de Educação Ambiental, teve como proposta instrumentalizar os participantes para utilizar a cultura popular, por meio da dança e da música, como ferramenta de sensibilização e educação ambiental. O Instituto 5 Elementos segue em seus projetos de educação para a sustentabilidade a busca por valorizar a cultura local como um de seus princípios, e nesse sentido, a oficina enriquecerá o repertório da equipe que atua em escolas e comunidades por todo o Brasil.

A professora Ciranda dos Reis Ferrari Oliveira apresentou danças e canções que abordam mais diretamente a relação do homem com a natureza, permitindo conhecer o vocabulário, hábitos alimentares, crenças, animais e seus habitats, entre outros aspectos de culturas regionais de diversos cantos do país.

A ciranda, manifestação tradicional das comunidades caiçaras do Nordeste brasileiro, aborda muito a relação do homem e o mar e apresenta elementos do cotidiano da vida caiçara. É dançada em roda e seus movimentos imitam o vai-e-vem das ondas do mar. No caso da oficina, foram apresentadas cirandas tradicionais de Pernambuco:

Eu tava na beira da praia

Ouvindo as pancadas das ondas do mar

Essa Ciranda quem me deu foi Lia

Que mora na Ilha de Itamaracá

Mandei fazer uma casa de farinha

Bem maneirinha que o vento possa levar

Oi passa Sol, oi passa chuva, oi passa vento

Só não passa o movimento do cirandeiro a rodar

As letras do cacuriá, tradicional do Maranhão, abordam a temática dos animais. Isso se reflete nos gestos da dança que imitam o movimento dos bichos e seu comportamento. Além disso, estimula muito a interação entre os participantes em forma de brincadeira, por isso, mesmo no Maranhão, a dança se destina principalmente a crianças.

Eu sou, eu sou, eu sou

Eu sou jacaré poiô (2x)

Sacode o rabo, jacaré

Sacode o rabo, jacaré

Eu sou jacaré poiô (2x)

 Formiga me mordeu, formiga me mordeu

Formiga me mordeu no canaviá

O que foi fazer, o que foi buscar

Fui cortar cana pra nós chupar

O coco, também de Pernambuco, valoriza a relação com a natureza através do trabalho das colhedoras de coco. Com passos bem marcados pela pisada dos pés e pelos instrumentos – pandeiro, ganzá, caixa – a dança é intensa e trabalha a resistência e o molejo do corpo. É brincada em roda, em que uma pessoa ou um par dançam no centro.

Oi, nesse coco vou até de manhã

Danço côco, quebro côco como pirinã (2x)

Deu cupim no coqueiro e o coqueiro não morreu (2x)

Os coquim ficaram verde e ninguém colheu

Na hora de quebrar o côco, quem quebra o côco sou eu (2x)

Sobe no côco, tiro o côco, pega o toco, quebra o côco

Abre o côco pra gente côco comer (4x)

“Foi uma oportunidade de levar esse conhecimento para o projeto Dedo Verde no CEMEB Governador André Franco Montoro, desenvolvido pelo Instituto 5 Elementos, município de Itapevi (São Paulo). Deste encontro, surgiu a ideia de ensinar o conteúdo vivenciado na oficina para todos os professores da escola como forma de propiciar aos alunos uma vivência diferenciada para a festa junina e demais festejos realizados na escola”, expressa Gabriela Arakaki, educadora do projeto.




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