Jovens do ensino médio desvendam caminhos sustentáveis no CEA de Caucaia do Alto

Todo dia é possível fazer muito como cidadão para transformar a realidade de degradação do planeta, usando nosso potencial criativo e de mudança. Essa provocação abriu a vivência do último dia 29 de setembro, no Centro de Educação Ambiental de Caucaia do Alto (SP), com 15 adolescentes do ensino médio do Colégio Bandeirantes e Lourenço Castanho, que participam de oficinas de educação para a sustentabilidade nas escolas. A visita marca o início de uma parceria entre o Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade e o projeto que enfoca práticas sustentáveis nessas escolas.

A jovem Giovanna Frate, do Colégio Bandeirantes, sempre se incomodou com as agressões ambientais, mas só ao fazer parte de um grupo com as mesmas preocupações na escola, percebeu que não está sozinha. Já Rafaela Sayeger, do Lourenço Castanho, sente que a mudança é agora, para evitar impactos cada vez mais graves no futuro. “Além de trabalhar a prática da sustentabilidade, queremos ampliar a troca entre as escolas, pois os projetos só funcionam quando as pessoas se juntam. Hoje jogamos mais uma semente na busca por cooperar, compartilhar e construir coletivamente”, afirmou Edson Grandisoli, educador e idealizador do curso de educação para sustentabilidade que acontece nas escolas.

Mônica Pilz Borba, coordenadora do Instituto 5 Elementos, aproveitou para fundamentar o conceito de sustentabilidade como aquele que é relacionado ao funcionamento dos sistemas de vida e que trabalha a favor das forças da natureza e não no desenvolvimento contrário aos limites do planeta.

Foram inúmeras as descobertas no CEA, que funciona como uma verdadeira sala de aula ao ar livre: que o solo com palha ou plantas espontâneas torna-se vivo, assim como a produção de alimentos na agroflorestal – que consiste na arte de produzir alimentos e recriar florestas combinando diferentes espécies; que a captação de água da chuva no local rende até cinco mil litros de água para o jardim e o pátio ou que as construções sustentáveis podem usar telhas feitas de embalagens de pasta de dente, aquecedor solar para o chuveiro e lâmpadas de PET, e até o esgoto ser purificado a partir do sistema de evapotranspiração; já o minhocário transforma restos orgânicos em húmus, e o plantio de mudas no jardim das borboletas e das ervas medicinais atrai diferentes animais, essenciais para o equilíbrio ecológico.

Os jovens do projeto despontam como lideranças dentro de sua comunidade escolar, em ações socioambientais que envolvem a eliminação de copos plásticos e até parceria com empresas para ampliar a comunicação dos esforços. No Bandeirantes, o grupo descobriu que a escola consumia 30 mil copos plásticos por semana, e visualizou o problema ao espalhar os copinhos na quadra da escola. Como solução, criaram garrafas com o símbolo do projeto, as quais passaram a ser customizadas pela maioria dos usuários, eliminando os copinhos da escola.

Em projeto semelhante, os alunos do Lourenço Castanho realizaram um diagnóstico sobre a percepção da questão ambiental local e descobriram que 70% do público escolar se mostrava disposto a mudar de atitude, o que fortificou as propostas para reduzir a geração de resíduos. “Importante é ter paciência, para um projeto sólido foi necessário um processo de quase três anos de sensibilização”, ensina Edson.




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