Intervenções socioambientais atingem o território dos resíduos sólidos

Por Samuel Protetti

O tema dos resíduos sólidos é um desafio para o planeta mas, mais instigante é refletir sobre o papel do ser humano frente à geração de resíduos e as intervenções socioambientais necessárias a essa relação. No colóquio “Intervenção socioambiental nos territórios e resíduos sólidos”, realizado no dia 29 de março no VII Fórum de Educação Ambiental, a coordenadora geral do Fórum, foram geradas provocações como o que é lixo, que impacto gera e quem é o responsável, o sujeito que consome ou o sistema que produz esses resíduos.

O representante da Faculdade do México, apresentou uma investigação orientada a solução de problemas, lembrando que o que buscamos é a participação ativa das pessoas na gestão, já que não existem problemas ambientais e sim processos sociais e culturais com problemas, uma verdadeira engenharia comportamental.

Angela Baeder, do Centro Universitário Fundação Santo André, falou sobre o projeto de Gestão Participativa e Sustentável de Resíduos Sólidos, que durou sete anos para fortalecer a associação dos catadores e melhorar sua qualidade de vida. Os desafios passaram pela organização para fortalecer o grupo e a criação de políticas públicas para inclusão dos catadores, ações de gestão, formação, diálogo (entre os grupos e entre governos), transversalidade (pesquisa e sistema de informação).

Maria Mônica, representante do Movimento Nacional dos Catadores contou sua experiência, reforçando o quanto resistiu até se engajar neste processo, quando se descobriu como uma liderança no projeto Brasil – Canadá. Enfatizou que a metodologia participativa empodera pessoas e, isso sim, é a verdadeira transformação, trabalhar em conjunto para o funcionamento do coletivo, por meio de uma rede de comercialização.

Ronalda Barreto, representante da Universidade Estadual da Bahia, apresentou o projeto Ecofolia Solidário, que visa organizar o sistema de coleta seletiva durante as festividades do carnaval. Ela relatou a situação precária das cooperativas de Salvador e salientou o quanto a luta pela sobrevivência gerou sustentabilidade política para os catadores. O projeto é organizado em cinco centrais de apoio ao catador onde ele recebe uniforme e três refeições diárias. O ganho educativo é reforçado, pois todos os serviços oferecidos nesse projeto são provenientes de empreendimentos de economia solidária, além do ganho no combate ao trabalho infantil, muito comum nessa época do ano.




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