Gestão de resíduos sólidos, trabalho e inclusão social são temas interligados

Por Samuel Protetti

O painel “Gestão dos resíduos sólidos, trabalho e inclusão social”, realizado no dia 30 de março no VII Fórum Nacional de Educação Ambiental, trouxe como questionamento principal o quanto a educação ambiental vem contribuindo para a gestão dos resíduos sólidos.

Fabio Cidrin, do WWF apresentou a experiência da instituição no processo de inclusão dos catadores nas gestões municipais de resíduos, e informou que estão desenvolvendo trabalhos nos municípios de Natal, Caxias do Sul, Pirinópolis, Belo Horizonte e Rio Branco, a partir do Plano de Educação Ambiental e Comunicação. A experiência se dá com a produção e caracterização dos resíduos, a partir dos quatro tipos de recicláveis, compostáveis, perigosos e rejeitos, com a abordagem de não se misturarem os orgânicos com os demais.

Ronaldo Hipólito, do Ministério do Meio Ambiente, informou que o Plano Nacional de Resíduos Sólidos já está sendo apreciado pelos Conselhos do Meio Ambiente, da Saúde, das Cidades, entre outros, e ressaltou que a educação ambiental é contemplada como instrumento fundamental para o sucesso da implantação do Plano. Hipólito destacou algumas iniciativas de educação ambiental que o Plano traz com foco em consumo sustentável, segregação dos resíduos na fonte geradora nos setores público e privado, sociedade civil e lideranças comunitárias. Comentou também sobre capacitações nas três esferas de governo, para catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis como um processo decisivo para a inclusão social. E apresentou as principais ações de planejamento para 2012: publicação do Plano, capacitação de gestores, implementação da logística reversa e construção da estratégia nacional do educação ambiental do Plano.

Tarcísio Pinto, consultor do Ministério do Meio Ambiente, falou sobre Gestão de Resíduos Sólidos – Trabalho e Inclusão Social. Ressaltou que estamos num momento único da história, pois apesar do tema ser debatido há mais de 30 anos,  agora o Plano está sendo implantado. Falou sobre a importância da presença dos catadores na gestão dos resíduos e apresentou e caso da cidade de Londrina que tem alta taxa de recuperação de material reciclável e um custo muito baixo para a gestão, fato este devido à inclusão dos catadores. Destacou também a importância da participação dos agentes de saúde na promoção da coleta seletiva.

A representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis destacou a importância da profissionalização dos catadores para não saírem perdendo para o setor privado, bem como da utilização de maquinário para auxiliar o trabalho dos catadores, a necessidade de formação contínua, e que o conceito de inclusão social de catadores deve considerar o apoio às pessoas que sofrem de dependência química e problemas psicológicos.

Andréa Carestiato, diretora de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente falou sobre os subsídios para uma estratégia nacional de educação ambiental para o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Destacou o momento econômico que o país está vivendo, a ascensão das classes sociais, com destaque para o grande aumento da classe C, além da busca pela responsabilidade compartilhada pelo ciclo de produto, e o papel do consumidor na destinação e coleta de resíduos. Comentou também que as diretrizes para o PNRS serão amplamente debatidas, devendo-se garantir uma ampla participação das pessoas interessadas e envolvidos na temática por meios virtuais ou propícios a absorção de grandes demandas.




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