Debate sobre Wikileaks e acesso à informação aquece estreia do Cineclube

Curadoras do Cineclube Socioambiental: Maria do Carmo Azevedo, Gisela Moreau, Mônica Borba e a produtora Danila Bustamante, comemoram 4 anos de atuação.

Um novo tipo de jornalismo, marcado pela independência e dinamismo típico da atual cultura digital, caracteriza o trabalho do Wikileaks, na opinião da parceira do site no Brasil, a jornalista Natalia Viana. O debate aconteceu na estreia da programação do segundo semestre no Cineclube Socioambiental Crisantempo, em 13 de setembro, que completou quatro anos de atuação, com a projeção do filme “Sexo, Mentiras e Julian Assange”, da produtora independente Four Corners.

Cerca de 70 pessoas participaram da noite de estreia, que trouxe pela primeira vez a versão legendada do documentário, o qual esclarece a polêmica em torno das acusações contra o fundador do Wikileaks.  O debate contou ainda com a presença do diretor de campanhas da AVAAZ (organização global de ativismo virtual), Pedro Abramovay, e do redator-chefe da revista TRIP, Lino Bocchini. “Muitos confundem o problema de privacidade que a internet coloca, com o trabalho comprometido do Wikileaks, de permitir com que a sociedade civil busque informações sobre o Estado e as divulgue permitindo o debate público”, apontou Abramovay.

Para Lino Bocchini, a privacidade deve ser mantida para o indivíduo, mas não para os governos e empresas, as quais temos direito de acesso às informações. “No Brasil, o direito de sigilo da fonte é assegurado por lei, ao mesmo tempo em que a nova Lei de Acesso à Informação representa um salto importante para a ampliação da democracia”, reforçou, afirmando que a “insubmissão” de Julian Assange deve ser a inspiração para que mais pessoas busquem o acesso à transparência.

A programação do Cineclube tem a curadoria de Gisela Moreau, coordenadora da Sala Crisantempo, Maria do Carmo Azevedo, educadora ambiental, Mônica Pilz Borba, coordenadora do Instituto 5 Elementos, produção de Danila Bustamante e a contribuição de parceiros e colaboradores.

Além da rica programação audiovisual, com mais nove filmes que enfocam a complexidade dos problemas atuais e difundem a consciência socioambiental, o Cineclube promove duas Feiras de Trocas, para prática da economia solidária, sendo uma delas voltada exclusivamente às crianças.

Conheça a programação do Cineclube no site:  www.cineclubesocioambiental.org.br

O Cineclube de São Paulo é parceiro do Greenpeace e do Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade e, neste semestre, conta com o apoio das seguintes instituições: FilmAmbiente, Goethe-Institut de SP, Ecomove, Matilha Cultural, ONG Plantando Consciência, SENAC, Teia-USP e Virada Sustentável.




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