Caminhos para o fortalecimento da Educação Ambiental no Estado de São Paulo

Como promover a educação ambiental em um Estado com histórico de governos conservadores como São Paulo, que não valorizam a Educação Ambiental como processo? Este foi um dos questionamentos levantados no “Seminário sobre Política Pública Municipal de Educação Ambiental”, realizado na UNESP de São Vicente-SP, no dia 11 de julho, com o objetivo de subsidiar, por meio das trocas de conceitos e experiências, a construção participativa de políticas municipais de educação ambiental. Além disso, o evento marcou o lançamento do IV Encontro Estadual de Educação Ambiental, que ocorrerá em Bertioga, um dos nove municípios da Baixada Santista, em agosto de 2013.

Para Marcos Sorrentino, professor do departamento de Ciências Florestais da ESALQ-USP que participou da mesa “Políticas Públicas de Educação Ambiental”, é possível mudar o cenário atual e fortalecer a educação ambiental no Estado por meio de ações locais que articulem transformações globais. Nesse sentido, a mobilização em rede, a construção participativa de políticas públicas e a organização do IV Encontro Estadual de EA, que foram as temáticas abordadas no seminário, são importantes exemplos de iniciativas para promover a mudança.

A coordenadora do Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade, Mônica Borba, abriu a primeira mesa redonda trazendo o histórico dos encontros de EA em São Paulo e destacou que os resultados alcançados foram fruto da participação dos elos da Rede Paulista de Educação Ambiental (REPEA). A REPEA, segundo Mônica, atualmente é composta por diversas redes locais e coletivos educadores que hoje precisam se integrar mais e apoiar a construção de políticas públicas de forma coletiva e participativa. No entanto, para a REPEA exercer este papel, será preciso fortalecê-la, rearticulando seus elos, o que, pode ser feito nas atividades e encontros preparatórios do IV Encontro Estadual de EA. Paulo Marco de Campos Gonçalves, uma das lideranças da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista (REABS), reforçou a fala de Mônica, lembrando ainda que as redes passam por fases de pouca mobilização, mas ainda sim, são espaços importantes de socialização de conhecimento e de união das pessoas em torno da causa ambiental.

O compartilhamento da experiência da diretora de Saneamento e Gestão Ambiental da Prefeitura de Suzano, Maria Henriqueta Andrade Raymundo, na elaboração de uma política municipal de EA foi um ponto alto do seminário, já que o intuito do encontro era embasar a construção da política municipal de EA de São Vicente. Henriqueta demonstrou que o sucesso na implementação da política de EA depende muito da articulação e envolvimento de quatro eixos estruturantes: CISEA (Comissão Intersetorial de EA, integrada por representantes das secretarias municipais), CIMEA (Comissão Interinstitucional Municipal de EA), Escolas e Comunidade.

Sobre o IV Encontro Estadual de EA, Marcos Sorrentino ainda ressaltou a necessidade de equilibrar os momentos de deliberação com espaços descentralizados de debate, que permitam maior interação entre os diversos atores participantes do evento. Também sugeriu que o encontro tenha dois eixos: um conceitual, que dialogue sobre formas de organização e tomadas de decisão, e outro que estimule a aproximação entre poder e política.

A mobilização em rede, a construção participativa de políticas públicas e a organização do IV Encontro Estadual de EA, foram as temáticas abordadas no Seminário realizado em 11 de julho.



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