Agricultores da zona sul enriquecem oferta de orgânicos em feiras de São Paulo

Dinâmica de integração com os agricultores em 16 de abril

Burle Marx, Ibirapuera, Água Branca, são algumas das feiras de orgânicos e agricultura limpa em parques da capital paulista, que mostram a viabilidade de se comprar alimentos saudáveis a preços acessíveis, que podem ser até 450% mais baratos do que nos supermercados. Há mais de 140 feiras orgânicas distribuídas em 22 capitais brasileiras, segundo o Mapa de Feiras Orgânicas e Grupos de Consumo Responsável do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). Na cidade de São Paulo, parte da produção provem de agricultores do extremo sul da cidade, que além de métodos naturais no cultivo, protegem a mata e as nascentes das represas Billings e Guarapiranga que abastecem 30% dos paulistanos.

O projeto “Educação Ambiental para Incentivar a Agricultura Orgânica nas APAs Bororé-Colônia e Capivari-Monos”, do Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade e FEMA (Fundo Especial de Meio Ambiente) da Prefeitura de São Paulo, capacita e presta assistência técnica a 18 agricultores de pequenas e médias propriedades para a conversão aos orgânicos, bem como trabalha pelo fortalecimento da Cooperapas (Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa de São Paulo). E nesse sentido, comemora a venda de hortaliças de cinco propriedades nas feiras de São Paulo.

São pés de couve, tomate cereja, milho, abóbora, banana, quiabo e até taioba e urucum, das propriedades de Geraldino Ferreira, Antônio Sodré, Maria José Kunikawa, Mauri Silva e Ana do Mel que seguem aos sábados para a Feira do Ibirapuera. Enquanto o agricultor Cícero Shirazawa comercializa de alfaces a morangos, mais de 30 hortaliças orgânicas, que produz junto com seus pais Massaki e Massue Shirazawa, na Feira da Agricultura Limpa do Parque Burle Marx.

A última aula do curso voltado aos agricultores, em 16 de abril, trouxe a importante discussão sobre a propriedade como um organismo agrícola biodinâmico, ou seja, um sistema com identidade própria, cujas diferentes atividades (pomar, horta, pasto, florestas, área de apicultura) funcionam como os órgãos de um só corpo. “O ser humano é o responsável pela formação desse organismo, cuja ideia é trazer o menos possível de insumos externos, respeitar os ritmos da natureza, vivificar o solo e manter sua nutrição”, expressou o consultor em agricultura orgânica Júlio Soraggi, da Associação Biodinâmica e professor do curso.




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