27 de maio: Dia Nacional da Mata Atlântica

Projeto de educação ambiental do Instituto 5 Elementos nas APAS Bororé-Colônia e Capivari-Monos, áreas remanescentes de Mata Atlântica em São Paulo, colabora para a conservação da região.

O Instituto 5 Elementos tem contribuído para a conservação da Mata Atlântica, atuando na região das Áreas de Proteção Ambiental (APAS) Bororé-Colônia e Capivari-Monos, na região de Parelheiros (SP), capacitando e apoiando o agricultor tradicional, que utiliza agrotóxicos nas áreas de mananciais para apoiar a transição para a  agricultura orgânica.

Por meio da 2ª edição do projeto “Educação Ambiental para incentivar a agricultura orgânica nas APAS Bororé-Colônia e Capivari-Monos”, o Instituto tem como objetivo reeducar o agricultor, incentivando uma nova relação com a natureza.  “A ideia é acompanhar e dar suporte técnico a eles no processo de conversão da agricultura tradicional para a orgânica, através de um curso e da Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa de São Paulo (COOPERAPAS), além de valorizar as áreas de preservação ambiental, reduzir os custos de produção e ainda gerar renda”, explica o coordenador do projeto, Ceceo Chaves.

Com ocupação heterogênea, a região das APAS envolve áreas urbanizadas, ocupações irregulares, exploração agrícola convencional, mata preservada, entre outros. A região ainda abriga as áreas de mananciais e as represas Billings e Guarapiranga, responsáveis pelo abastecimento de água das regiões Sul e Oeste do município.

O projeto, que acontece desde 2009, é realizado pelo Instituto 5 Elementos, com apoio do  Centro Paulus, da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica (ABD), e financiamento do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (FEMA).  A primeira aula do curso ocorrerá no dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, no Centro Paulus.

Atividade prática do projeto de Educação Ambiental nas APAS em 2009: montagem de composteira.

Considerado um dos principais e mais ricos biomas existentes, a Mata Atlântica é composta por formações florestais, restingas, manguezais e outros tipos de vegetação considerados ecossistemas associados. Sua área original cobria cerca de 15% do território nacional, uma superfície equivalente à aproximadamente 1,3 milhões de km².

Reduzida a aproximadamente 27% de sua área original, os espaços remanescentes de vegetação nativa ainda guardam índices consideráveis de biodiversidade de fauna e flora e são extremamente importantes para a proteção de mananciais hídricos e de contenção de encostas. Presente em grande parte da região litorânea, a Mata Atlântica abriga sete das nove maiores bacias hidrográficas do Brasil: Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Jequitinhonha e São Francisco.

Atualmente, a região de Mata Atlântica concentra cerca de 120 milhões de habitantes e abrange quase 3.400 municípios de 17 estados, inclusive as maiores metrópoles do País: São Paulo e Rio de Janeiro.

Das 396 espécies de animais consideradas oficialmente ameaçadas de extinção no Brasil, 350 são da Mata Atlântica.  Hoje, é detentora de 65% das espécies da fauna e de mais de 50% das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção.

Para se ter uma ideia do tamanho da devastação, o estado de São Paulo, segundo dados do Atlas de Remanescentes Florestais da SOS Mata Atlântica, possui somente 15% do bioma original e entre 2008 e 2010 perdeu 0,02% dessa cobertura ou cerca de 570 hectares.

A origem da data

Considerada desde 1999 um patrimônio nacional, segundo a Constituição Federal, a Mata Atlântica tem sua comemoração em 27 de Maio devido ao dia em que Padre Anchieta assinou a Carta de São Vicente, documento no qual descreveu, pela primeira vez em 1560, a biodiversidade das florestas tropicais.




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